FSCC

 

 

A Gráfica e Editora Monalisa obteve a Certificação Forest Stewardship Council – FSC (Conselho de Manejo Florestal).

Esta certificação nos orgulha e confere a nossa imagem institucional maior credibilidade.

 

Histórico do FSC:

O Forest Stewardship Council – FSC (Conselho de Manejo Florestal) é uma ONG de caráter internacional, presente em mais de 75 países. A ONG é formada por representantes do movimento ambiental, produtores e comerciantes de produtos florestais, pesquisadores e populações tradicionais e tem como meta diminuir a exploração predatória e degradação das florestas.
Nos anos 80 ocorreram elevadas taxas de desmatamentos na Amazônia, grandes incêndios florestais na Indonésia e muitos impactos sociais nas populações tradicionais da Bacia do Congo.

Então, diversas ONGs européias e norte-americanas começaram a estruturar campanhas de boicote ao consumo de madeiras tropicais.

A lógica era reduzir a demanda, resultando na diminuição da pressão sobre as florestas tropicais. 

A resposta da indústria florestal às pressões e movimentos de boicote foi a utilização de declarações e selos próprios, ou de entidades por elas controladas, atestando que os produtos fabricados eram "ecologicamente corretos". No início dos anos 90, algumas ONGs analisaram a veracidade das auto certificações. 

O resultado foi que quase a totalidade das auto certificações não poderia ser verificada de forma clara e objetiva no campo e uma parcela significativa de selos eram completamente falsos. 
No final dos anos 80 a ONG WWF iniciou – em diversos países e em especial na Inglaterra – um diálogo com os importadores e consumidores de madeiras tropicais para que esses retirassem os "auto certificados" e apoiassem a criação de um sistema de certificação universal, com critérios claros e capazes de serem auditados e monitorados por instituições independentes. 

Em 1990 já havia um embrião do que viria a ser o FSC, que só foi estruturado formalmente em 1993. No período de 1990 a 1993 foram deflagrados processos de consultas em diversos países com o objetivo de fundamentar o processo de criação dessa nova instituição. 

Necessitava-se de informações sobre oportunidade, viabilidade, riscos e estratégias para a criação de um sistema internacional de certificação. No Brasil essas informações foram coordenadas pelo grupo de trabalho de ONGs para política florestal. Durante seis meses foram realizados diversos seminários em Piracicaba, Belo Horizonte, Brasília, Belém e São Paulo, e foram enviados questionários para mais de 300 instituições e personalidades do setor florestal. 

Assim, em Outubro de 1993 foi realizada em Toronto a Assembléia de Fundação do FSC, com a participação de representantes do hemisfério norte e sul, divididos em câmaras sociais, ambientais e econômicas. A reunião contou com a participação de mais de 10 brasileiros e o Brasil era o país com maior representação na Instituição. Atualmente a sede da ONG fica em Bonn, na Alemanha.


Categorias de certificação FSC: 

Manejo florestal: Avaliam-se aspectos ambientais, sociais e econômicos do manejo de uma determinada unidade florestal. É importante ressaltar que avaliação se estende além dos limites da propriedade, a fim de verificar a relação da instituição com os vizinhos. Para isso, são feitas consultas públicas com as partes interessadas, como ONGs da região, sindicatos, etc. O manejo florestal segue o tripé da sustentabilidade: 


Certificação gráfica FSC

Cadeia de custódia (COC): Esse conceito aplica-se para empreendedores que processam a matéria-prima florestal certificada. Ao final garante-se a rastreabilidade do produto. Nessa modalidade, podem se certificar gráficas, serrarias, indústria de papel e celulose, indústria de cosméticos, indústria moveleira, destilarias, empresas de utensílios de madeira em geral, etc.


Segue abaixo os 10 princípios do FSC:

Princípio 1: Obediência às Leis e aos Princípios do FSC 
O manejo florestal deve respeitar todas as leis aplicáveis ao país aonde opera, os tratados internacionais e acordos assinados por este país, e obedecer a todos os Princípios e Critérios do FSC. 

Princípio 2: Responsabilidades e direitos de posse e uso da terra 
Os direitos de posse e uso de longo prazo relativos à terra e aos recursos florestais devem ser claramente definidos, documentados e legalmente estabelecidos. 

Princípio 3: Direitos dos Povos Indígenas 
Os direitos legais e costumeiros dos povos indígenas de possuir, usar e manejar suas terras, territórios e recursos devem ser reconhecidos e respeitados. 

Princípio 4: Relações Comunitárias e Direitas dos Trabalhadores 
As atividades de manejo florestal devem manter ou ampliar o bem estar econômico e social de longo prazo dos trabalhadores florestais e das comunidades locais. 

Princípio 5: Benefícios da Floresta 
As operações de manejo florestal devem incentivar o uso eficiente dos múltiplos produtos e serviços da floresta para assegurar a viabilidade econômica e uma grande gama de benefícios ambientais e sociais. 

Princípio 6: Impacto Ambiental 
O manejo florestal deve conservar a diversidade ecológica e seus valores associados, os recursos hídricos, os solos, e os ecossistemas e paisagens frágeis e singulares, e ao assim atuar, manter as funções ecológicas e a integridade da floresta. 

Princípio 7: Plano de Manejo 
Um plano de manejo - apropriado à escala e intensidade das operações propostas - deve ser escrito, implementado e atualizado. Os objetivos de longo prazo do manejo florestal e os meios para atingi-los devem ser claramente definidos. 

Princípio 8: Monitoramento e Avaliação 
O monitoramento deve ser conduzido - apropriado à escala e à intensidade do manejo florestal - para que sejam avaliados a condição da floresta, o rendimento dos produtos florestais, a cadeia de custódia, as atividades de manejo e seus impactos ambientais e sociais. 

Princípio 9: Manutenção de florestas de alto valor de conservação 
As atividades em manejo de florestas de alto valor de conservação devem manter ou ampliar os atributos que definem estas florestas. Decisões relacionadas à florestas de alto valor de conservação devem sempre ser consideradas no contexto de uma abordagem precatória. 

Princípio 10: Plantações 
As plantações devem ser planejadas e manejadas de acordo com os Princípios e Critérios de 1 a 9 e o Princípio 10 e seus Critérios. Considerando que as plantações podem proporcionar um leque de benefícios sociais e econômicos, e contribuir para satisfazer as necessidades globais por produtos florestais, recomenda-se que elas complementem o manejo, reduzam as pressões, e promovam a restauração e conservação das florestas naturais.

 

 

 

 

 

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